quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Castelos no ar

A princesa, com apenas quatro anos, corre pelo imenso palácio de concreto. Imponente, amplo, gigantesco até. Ela é a princesa do palácio e pode correr o quanto quiser. Os escravos que a acompanhem, se não quiserem perde-la de vista. Só por diversão, sobe e desce, bailando, a majestosa rampa de três voltas atapetada de verde.

Mas, ao badalar das 22h15, a brincadeira termina. É hora de parar a correria no castelo dos Confins e entrar na sala de embarque.

Não importa o cenário onde minha filha está. O aeroporto vira um castelo e, daqui a pouco, o avião pode virar uma nave espacial para marte. É por isso que gente grande fica tão entediada. Não nos é possível se divertir porque está preso no aeroporto há duas horas. Mas, para eles, tudo é possível. Nunca mais sua vida foi tão divertida quanto aos quatro anos.

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