terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Brincando

A menina corre pelo imenso palácio de concreto. Imponente, amplo, gigantesco até. Ela é a princesa do palácio e pode correr o quanto quiser. Seus escravos que a acompanhem, se não quiserem perdê-la de vista.

Só por diversão, subiu e desceu bailando a majestosa rampa de três voltas, atapetada de verde. E tornou a subir e descer, pelo puro prazer de mover o corpinho, de criar uma brisa no rosto com sua correria desvairada. Os adultos que a viam, sentiam a saudade de quando seus próprios corpos podiam se dar ao luxo de gastar energia sem nenhum objtivo.

Assim continuava a brincadeira sem fim, até que, ao badalar das 22:15h, é hora de parar a correria no castelo dos Confins e se dirigir à sala de embarque. O cenário volta a ser apenas o aeroporto e seus serviçais retornam ao posto de pais. Mas, ela não está triste, vê a lateral do avião no qual entrará em segundos. Vai começar outra aventura. O avião poderá se transformar em uma nave espacial para Marte e a aeromoça é uma espiã que tentará atrapalhar seus planinhos.

É por isso que a vida é mais divertida aos quatro anos.

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